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Eventos

Brasil domina debates no primeiro dia do SiGMA Central Europe em Roma

(Roma).- O centro de exposições Fiera Roma recebeu nesta terça-feira (22) a abertura do SiGMA Central Europe, e o recém-regulamentado mercado brasileiro de jogos e apostas foi o grande destaque do evento. No painel “Power Play in Progress: Who’s In Charge of Brazil’s Billion-Dollar Market?”, patrocinado pela Pay Retailers, líderes do setor analisaram o cenário atual e os próximos passos após a entrada em vigor da regulamentação federal no país, em 2025.

Quarta-feira 05 Novembro
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2 min de leitura
Brasil domina debates no primeiro dia do SiGMA Central Europe em Roma

O debate expôs uma realidade dupla para os operadores: oportunidades massivas de crescimento convivem com estruturas tributárias complexas e exigências rigorosas de conformidade.

“O desafio é equilibrar o crescimento com a conformidade rigorosa para construir uma estrutura de mercado sustentável”, resumiu Plínio Augusto Lemos Jorge, presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL).

O painel foi moderado por Pavel Dergachev, cofundador da 4H Agency, que conduziu a conversa com base em sua experiência em pagamentos, compliance e desenvolvimento de negócios.

Entre os debatedores estavam ainda Tamas Kusztos, diretor comercial da Playson; Alexandre Tomic, fundador da Alea; e Stepan Dobrovolskiy, CEO da BetBoom LATAM, responsável pela expansão da marca em toda a América Latina.

Regulação como infraestrutura

Os especialistas concordaram que a nova regulamentação brasileira chega com exigências detalhadas de tributação e supervisão governamental — e que isso precisa ser encarado como parte da base de crescimento do setor.

“Construir um mercado sustentável requer alinhar as ambições empresariais aos marcos legais e às obrigações fiscais em evolução”, explicou Lemos Jorge, destacando que a regulação deve ser vista como infraestrutura, não como barreira.

As empresas presentes, como BetBoom LATAM, Playson e Alea, reforçaram que a conformidade deve ser integrada ao modelo de negócio. Kusztos observou que o sucesso depende de “planejamento estratégico baseado em dados confiáveis e agilidade operacional”.

Dobrovolskiy completou quecrescimento e compliance não precisam ser opostos, mas complementares, favorecendo uma expansão sustentável”.

Já Tomic destacou o papel essencial da tecnologia:

“As plataformas precisam evoluir junto com as mudanças regulatórias, priorizando governança de APIs e padrões de integração que unam inovação e controle”.


Desafios e próximos passos

Embora o Brasil desperte enorme interesse global, os painelistas foram unânimes ao apontar que há obstáculos significativos pela frente. A complexidade tributária e a necessidade de sistemas de compliance robustos seguem como os maiores desafios.

“A incerteza nos regimes fiscais pode desestimular investimentos e frear o crescimento do mercado se não for resolvida rapidamente”, alertou Lemos Jorge.

O painel “Power Play in Progress” concluiu que o sucesso do mercado brasileiro depende da colaboração entre o setor público e o privado. A legislação define as regras, mas é a cooperação entre reguladores e operadores que determinará se o mercado irá prosperar — ou estagnar.

"A regulação é o ponto de partida. O verdadeiro progresso virá da confiança e da construção conjunta de um ecossistema sólido”, sintetizou Dergachev ao encerrar a sessão.

Fuente original: SIGMA
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