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Haddad minimiza rótulo de “Taxad” e defende taxação de offshores, apostas e grandes fortunas

(Brasília).- Ministro da Fazenda afirma que quer ser lembrado por ter ampliado a cobrança de impostos sobre os mais ricos, incluindo bancos, bilionários e o setor de apostas, e diz que críticas refletem resistência de quem antes não contribuía.

Terça-feira 20 Janeiro
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Haddad minimiza rótulo de “Taxad” e defende taxação de offshores, apostas e grandes fortunas

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reagiu com naturalidade ao apelido de “Taxad”, que passou a circular com força nas redes sociais a partir de 2024, e afirmou que não se incomoda com a associação. Pelo contrário: segundo ele, o rótulo simboliza uma agenda que considera correta do ponto de vista social e fiscal, marcada pela ampliação da tributação sobre offshores, fundos exclusivos e o setor de apostas.

Em entrevista exclusiva ao Canal UOL, Haddad foi direto ao comentar as críticas: “Taxei mesmo”. O ministro afirmou que gostaria de ser lembrado como aquele que enfrentou privilégios históricos e promoveu mudanças estruturais na política tributária brasileira.

Foco nos mais ricos e no setor de apostas

De acordo com Haddad, a resistência a suas medidas vem principalmente de grupos que, por anos, estiveram à margem de uma tributação mais efetiva. Ele citou a taxação dos chamados “BBBs” — bancos, bets e bilionários — como exemplo de uma correção de distorções do sistema.

“Eu assumo que essa turma que não pagava imposto voltou a pagar”, declarou. Na avaliação do ministro, o debate público muitas vezes ignora o impacto positivo dessas medidas para o equilíbrio fiscal e para o financiamento de políticas públicas.

Haddad também reforçou que vê com tranquilidade a reação da oposição e do mercado financeiro. “Fico muito feliz em ser lembrado como o único ministro que taxou off-shores, fundos familiares fechados, paraísos fiscais e as bets. A oposição está certa”, afirmou.

“Coragem de taxar o andar de cima”

Para o titular da Fazenda, a ampliação da base tributária está diretamente ligada à ideia de justiça social. Ele destacou que a contribuição dos mais ricos é essencial para a manutenção de serviços públicos fundamentais, como saúde e educação.

“Quem é muito rico e não paga imposto agora está entendendo que vive em sociedade, que tem que colaborar com o SUS, que tem que colaborar para ter uma escola pública”, disse Haddad, ao defender a lógica por trás das medidas.

Encerrando a fala, o ministro reforçou que não pretende recuar diante das críticas. “Se a oposição quiser tocar bumbo em torno disso, ‘be my guest’. Eu estou feliz por vocês lembrarem que eu sou o Ministro da Fazenda que teve a coragem de taxar o andar de cima. De cobrar condomínio de quem morava na cobertura e não pagava”, concluiu.

As declarações de Haddad ganham especial relevância em um momento de forte debate sobre a regulamentação e a tributação do mercado de apostas no Brasil, tema central para a indústria de jogos de azar e para a agenda fiscal do governo.

Fuente original: UOL
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