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Loteria

Exigência de cofre eletrônico coloca em risco permanência da LottoPro no pregão da Lotesul

(Campo Grande).- A regra prevista no edital da Lotesul sobre a integração com o cofre eletrônico do Estado pode ameaçar a continuidade da LottoPro Jogos de Apostas e Gestão de Lotéricas Ltda no processo licitatório, apesar de a empresa ter apresentado a melhor proposta de repasse ao Governo de Mato Grosso do Sul.

Terça-feira 10 Fevereiro
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3 min de leitura
Exigência de cofre eletrônico coloca em risco permanência da LottoPro no pregão da Lotesul

A LottoPro, empresa sediada em São Paulo (SP), participou nesta segunda-feira (9) da segunda etapa da licitação da Lotesul, a chamada Prova de Conceito (PoC), realizada na Secretaria-Executiva de Transformação Digital (Setdig), em Campo Grande. A companhia apresentou lance de até 43,36% de repasse da receita bruta ao Estado, percentual significativamente superior ao mínimo exigido em edital, de 14,33%.

Durante a prova técnica, a empresa demonstrou o ambiente virtual de sua plataforma, que centraliza dados de clientes — como identificação por e-mail e CPF, saldos e histórico de ações — além de informações sobre depósitos, saques, pagamento de prêmios e controle diário de caixa. O ponto de atenção surgiu quando a equipe foi questionada sobre a funcionalidade do chamado cofre eletrônico.

Divergência técnica pode gerar desclassificação

Previsto no edital, o cofre eletrônico é considerado a etapa auditável das operações lotéricas, responsável pelo envio seguro e periódico das transações ao servidor do governo. Conforme o roteiro da PoC, o sistema deve receber e armazenar, de forma automática, pastas e arquivos gerados diariamente, com atualização de hora em hora.

O representante da LottoPro informou que a empresa possui todos os dados exigidos, mas que, naquele momento, o sistema ainda não estava integrado para conexão direta com o servidor estadual. O documento do certame prevê que a empresa que não atender integralmente aos requisitos técnicos poderá ser desclassificada.

Encerrada às 9h53, a prova agora será submetida à análise técnica de uma comissão formada por representantes da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz) e da Setdig. Segundo a pregoeira Maria Julieta Grance Martines, o resultado da avaliação será divulgado oficialmente. “O prosseguimento será publicado no Diário Oficial do Estado, com a tomada de decisões”, afirmou.

Empresa garante capacidade técnica e aposta na continuidade

Em nota, a LottoPro afirmou que tem condições de cumprir a exigência do cofre eletrônico e espera ser chamada para dar continuidade ao processo. O advogado da empresa, Diego Delduque de Souza Ribeiro, destacou a capacidade técnica da operadora e minimizou o impasse.

“A LottoPro tem um corpo técnico absurdamente capacitado para gerir qualquer loteria no País. É uma empresa grande. Contudo hoje, ainda que a gente tenha feito a demonstração de parte da plataforma de gestão, foi informado que deveria ter sido feito requerimento prévio de acesso ao cofre eletrônico do Estado. Sobre o qual o nosso entendimento é divergente, mas, dentro dos próximos dias vamos solucionar, porque é uma empresa altamente capacitada”, declarou.

Segundo o advogado, a empresa mantém expectativas positivas em relação à concessão. Ele ressaltou que a LottoPro está focada na geração de recursos para o Estado e atua alinhada aos princípios de jogo responsável.

Projeto milionário e forte impacto econômico

O edital da Lotesul prevê uma receita projetada de R$ 51.474.339,31 para a operação do serviço. A futura plataforma será responsável por concentrar e validar todas as operações de venda, identificação de apostadores, pagamento de prêmios, recolhimento de outorga variável e tributos.

Fundada em setembro de 2024, a LottoPro possui capital social de R$ 20 milhões e cinco sócios. Atualmente, a empresa opera loterias municipais em cidades como Assunção do Piauí (PI), Patos do Piauí (PI), Tatuí (SP), Teresópolis (RJ) e Tutóia (MA), entre outras.

A reunião da PoC foi realizada em sala da Setdig, com transmissão em tempo real para um auditório. No local, acompanharam a apresentação servidores públicos, representantes da Dodmax Tecnologia S/A — também participante da licitação — e um funcionário do Cartório do 4º Ofício de Notas, responsável pela lavratura da ata notarial de constatação, documento público que atesta a veracidade dos fatos observados durante o evento.

Fuente original: Campo Grande News
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